sábado, 4 de fevereiro de 2017

Coluna Garcez Almeida





Na coluna desta semana o jornalista Garcez Almeida fala da citação dos deputados Antonio Brito e Leur Lomanto nas delações da Odebrecht e prevê a quebra de sigilo bancário e fiscal dos dois, a exemplo do que ocorreu com outros investigados. E revela com exclusividade como o dep. Antonio Brito distribuiu este ano os cerca de R$ 16 milhões a que tem direito em emendas parlamentares.
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Com a homologação da delação da Odebrecht pela presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmem Lucia, os deputados, Antônio Brito (PSD) e Leur Lomanto (PMDB) entram na desconfortável zona de investigados na Lava Jato.
Até provarem que não estão metidos em qualquer enrascada terão que enfrentar os mesmos dissabores de um outro parlamentar de Jequié, Roberto Britto (PP), citado há mais tempo.
Inclusive quebra de sigilos. Já pensou?
O executivo da Odebrecht, Claudio Melo disse que na campanha de 2010 deu a Antônio Brito, R$ 100 mil. No mesmo período deu R$ 200 para a campanha do pai de Brito, Edvaldo. “Como a Odebrecht via nele um político que poderia se tornar relevante em demandas da empresa”, Melo repetiu a dose em 2014, com mais R$ 130 mil. No total, R$ 430 mil.
Os valores não batem com o que foi declarado nas prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral.
Quem sabe agora Antônio Brito não rompe o silencio e vem a público dar uma explicação ao bom povo de Jequié que lhe deu quase 38 mil votos.
Leur Lomanto Júnior, que recebeu R$ 250 mil em 2014, alega que a doação se deu em razão da relação de amizade entre a sua família e a de Claudio.
Esses dias o parlamentar bateu boca pelas redes sociais exigindo respeito a um internauta que questionou seu envolvimento com o escândalo.
Sem entrar no mérito das motivações que levaram uma empresa privada a abrir suas torneiras para investir na eleição de quem ela identifica como “facilitadores” de seus interesses, a investigação que se inicia vai dizer se o dinheiro era fruto do esquema de propina montado pela companhia para inchar seus negócios com o estado ou de sua generosidade com alguns mais chegados.
Por falar em Antônio Brito, ele que é a principal aposta do prefeito para encher as burras da prefeitura com o dinheiro necessário para as obras pretendidas, mostramos nesta coluna o mapa da mina da distribuição de suas emendas individuais para este ano. Um dinheiro que mesmo carimbado como “impositivo” vai depender de muita reza para ser liberado. Veja

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No discurso de despedida da presidência da Assembleia, que comandou por longos dez anos, o dep. Marcelo Nilo fez um desabafo que me chamou a atenção.
Disse que enfrentou o vice-governador João Leão, o senador Otto Alencar, o prefeito ACM Neto e um grupo de mídia.
Fui atrás para saber que grupo era esse.
Um assessor de Nilo me indaga: Você não sabe?
Não, respondi. O grupo do Mário Kertész, completou ele.
Misto de político e empresário de comunicação, Kertész teve o seu nome citado na Lava Jato em decorrência do apoio que deu ao candidato do PT à prefeitura de Salvador, no segundo turno, Nelson Pelegrino.
Segundo o jornal o Estado de São Paulo, o então governador Jaques Wagner aparece em ligações telefônicas como intermediador das conversas com dirigentes da OAS.
Quando Kertész marcou coletiva para anunciar sua saída do PMDB, o então manda chuva da OAS enviou mensagem a Wagner.
“Assunto MK, preciso lhe falar”. Antes, enviou para Manuel Ribeiro Filho uma mensagem que os investigadores suspeitam se tratar de possível código para efetuar um pagamento.
No texto, o executivo escreveu: “O endereço que filho me forneceu foi M.K. Street 3.600”.
Segundo o Estadão, a suspeita dos investigadores é de que o número se refira a um valor pago e a sigla “MK” ao destinatário do dinheiro.
Em tempo: Por alguma razão Kertész vem ampliando a presença de sua emissora e de seu programa no interior do estado.
Em Jequié a rádio Povo, do empresário de medicamentos, Roberto Pazzi juntou-se à rede.

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perseguição implacável, brutal, desumana e irresponsável a Lula e seus familiares por autoridades da Lava Jato e setores da mídia matou D. Marisa.





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Mesmo com o apoio ostensivo do líder da bancada, dep. Baleia Rossi (SP), o dep. Lucio Vieira Lima sofreu uma derrota humilhante na disputa pela 1ª vice-presidência da Câmara.
Ele era o candidato oficial da bancada e teve que amargar a terceira posição, ficando atrás de dois candidatos avulsos: Fábio Ramalho (PMDB-MG), que teve 192 votos no primeiro turno, e Osmar Serraglio (PMDB-PR), com 154.
Lucio Vieira Lima (PMDB-BA) teve 133 votos, um resultado amargo que atinge o seu irmão e ex-ministro, Geddel Vieira Lima.